GKA TECHNO 2022 | 21-22 ABRIL, 2022

XI Congresso Internacional de Tecnologia, Ciência e Sociedade em colaboração com o Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA)

Tema destacado
Coord. científica
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Programa
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Tema destacado

Inteligência Artificial (IA) e Sociedade: Mentes e Máquinas

Seres humanos e sistemas artificiais já estão interagindo socialmente em infindáveis setores da sociedade, e a tendência é que isso venha a se acirrar ainda mais no futuro, atingindo âmbitos sociais abrangentes e estratégicos da coletividade, potencializando a indústria, mas também provocando crises e disrupções de toda ordem. Se – por um lado – humanos, ao se relacionarem com outros humanos, observam uma infinidade de regras e códigos de conduta social complexos e intrínsecos à cultura nas relações de copresença, e se – por outro – máquinas e sistemas de máquinas dotados com inteligência artificial operam sistematicamente entre si regidos por outros tipos de códigos e regras, nesse caso, algorítmicas e cibernético-informacionais, a pergunta premente é: como se dará a estruturação social entre inteligências humanas e inteligências artificiais nas questões de partilha de responsabilidade social? Ou ainda: em caso de crises, sinistros e acidentes, quem poderá ser responsabilizado?

Isso tudo se torna ainda mais urgente se considerarmos a possibilidade já anunciada por especialistas da criação de superinteligências ou, mais simplesmente, uma IAG (Inteligência Artificial Geral) capaz de igualar ou superar a humana. Um tipo de inteligência assim – ainda que hipotética – aponta para um contexto de profunda reestruturação social, de reordenamento das cadeias produtivas, mas também para uma ressignificação dos estatutos ontológicos do ser vivo, abrangendo questionamentos acerca do que significa ser um ser humano e o que significa ser uma máquina, e é a diferença entre ambos que diminui a cada dia que instaura os fundamentos e alicerces de toda essa problematização de mentes e máquinas.

Fato é que sistemas orgânicos e inorgânicos já estão se relacionando e se estruturando no cotidiano social, com maior ou menor grau de reciprocidade inteligente, e assim já é possível perceber alguns problemas estruturantes de base axiológica nessas novas relações, e muitos profissionais estão tendo de enfrenta-los no dia a dia, como é o caso – por exemplo – dos operadores do direito. Consequências também são sentidas no mundo do trabalho, já que sistemas artificiais substituem os humanos em postos de trabalho em diversos setores, e já se fala até em desemprego tecnológico. Robôs sexuais e bordeis de robô também já são uma realidade, e vêm provocando acalorados debates, não apenas filosóficos e sociológicos, mas também morais e jurídicos.

Subliminarmente a toda essa problemática da Inteligência Artificial (IA) e máquinas pretensamente conscientes – apontamos –, encontra-se a questão recalcitrante do hard problem da consciência, que a IA forte tenta a todo custo solucionar, ainda sem sucesso. Em síntese, e em termos de raciocínio lógico, o problema é que (i) não possuímos ainda robôs nem sistemas capazes de sopesar qualidades e conveniências de situações reais da vida cotidiana, pelo simples fato de não termos também robôs nem sistemas com níveis de inteligência semelhantes ou sequer parecidos com os dos seres humanos (hard problem). E mesmo que tivéssemos robôs superpotentes e superinteligentes, (ii) ainda não existe uma forma conhecida para a redutibilidade do fenômeno da consciência biológica humana – nem da própria, nem da dos outros –, sendo a consciência um fenômeno absolutamente subjetivo, e necessariamente de primeiríssima pessoa, e que não pode ser mensurado nem experienciado por outrem. O que nos leva forçosamente à seguinte situação em grande medida conclusiva: (iii) se não podemos reduzir o fenômeno da consciência e nem tão pouco representá-lo em alguma linguagem formal conhecida, também não podemos nem poderemos por hora – ipso facto – imitar, reproduzir e nem mesmo simular tal fenômeno computacionalmente, o que, por sua vez, inviabilizaria a consciência artificial.

Embora ainda haja um enorme abismo entre inteligência biológica e artificial, a profundidade desse mesmo abismo e a distância entre as margens tende a se reduzir progressivamente, e a reflexão aprofundada sobre estes temas exige abordagens transdisciplinares, pluridisciplinares e multidisciplinares, e será esse – então – o nosso foco de atenção nesse nosso congresso.

 Temáticas desta edição 

  • IA, Antropologia, Sociologia e Filosofia da Tecnologia
  • IA, Lei, Direito e Justiça
  • IA, Big Data, Governança Cibernético-Informacional, Geopolítica e Democracia
  • IA, Ética, Meio Ambiente, Produção Industrial 4.0 e Desemprego Tecnológico
  • IA, Cibercultura, Arte, Educação, Organização e Mobilização Social
  • IA, Biologia e Ciências Cognitivas

Outros temas do congresso

  • Ciência e sociedade;
  • Tecnologia e sociedade;
  • Ciência, tecnologia e inovação;
  • Ciência, tecnologia y aprendizagem;

Cordenação Científica

Centro Universitário Curitiba – UniCuritiba

Idealizado pelo Dr. Milton Vianna, no início da década de 1950, o UniCuritiba nasceu como uma faculdade de Direito, baseada, essencialmente, em princípios socialmente responsáveis e formação de excelência. Após 57 anos de sucesso no ensino jurídico, como Faculdade de Direito e, posteriormente, Faculdades Integradas Curitiba, a instituição tornou-se, em 2007, Centro Universitário Curitiba (UniCuritiba). Seguindo esse caminho, em 2020, o UniCuritiba passou a fazer parte da Ânima Educação, uma das principais organizações educacionais de ensino superior do país.

Passadas mais de sete décadas, a instituição segue sua trajetória na educação, construindo uma educação cada vez mais diferenciada, pautada em habilitar o aluno para o futuro e tê-lo como protagonista da sua formação e jornada. Hoje, são mais de 70 opções de cursos de Graduação e Pós-Graduação, incluindo Mestrado e Doutorado em Direito, além de dois campi à disposição dos universitários, professores e parceiros, e um ensino que segue focado em entregar grandes talentos para o Brasil.

Diretor Científico

Alexandre Quaresma – Pontificia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) (Brasil)

Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD) pela PUC/SP, escritor ensaísta e filósofo brasileiro, pesquisador de tecnologias e consequências sociais, com especial interesse na crítica da tecnologia. Autor dos livros Nanotecnologias: Zênite ou Nadir? (2011); Humano-Pós-Humano: Bioética, conflitos e dilemas da Pós-modernidade (2014); Engenharia genética e suas implicações (org.), (2014) e Artificial Intelligences: Essays on Inorganic and Non-biological Systems (org.), (2018). Atualmente atua investigando as relações entre inteligências artificiais complexas e sociedades contemporâneas, tendo escrito e publicado diversos artigos sobre o referido tema.

Diretor Científico adjunto

Charles Emmanuel ParchenUNICURITIBA (Brasil)

Doutor em Direito Econômico e Socioambiental pela PUCPR. Mestre em Direito Econômico e Socioambiental pela PUCPR. Especialista em Direito Processual Civil pela PUCPR. Especialista em Direito Privado pela Universidade Gama Filho/RJ. Professor de Direito em graduação e pós-graduação. Advogado e parecerista civil, empresarial e em direito digital. Membro titular da Comissão de Defesa dos Direitos dos Consumidores da OAB/PR.

Comitê Científico

Adriano Premebida, FDB (Brasil)

Sociologia

Caitlin Mulholland, Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Brasil

Direito e IA

Cinthia Obladen, Pontificia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Brasil

Direito

Fabrício Neves, Universidade de Brasília (UNB), Brasil

Sociologia

Guilherme Klafke, Fundação Getulio Vargas (FGV-SP), Brasil

Direito

Ítalo Santiago, Pontificia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Brasil

Ciências da Computação e IA

João Teixeira, Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Brasil

Filosofia da Mente e IA

Lucia Pimentel, Universidade Federal de Minas Gerais (EBA/UFMG), Brasil

Arte e Educação

Sergio Roclaw Basbaum, Pontificia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Brasil

Infocognição TIDD

Artur Roberto Roman, UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí, Brasil

Comunicação

Federico Orsini, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Brasil/Itália

Filosofia

Jean-Pierre Briot,Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), Sorbonne Université e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Informática

Publicação de artigos

Os palestrantes poderão enviar um artigo para publicação GRATUITA, de acordo com a avaliação do comitê científico, na revista:

Cubierta de la Revista Internacional de Tecnología, Ciencia y Sociedad

TECHNO REVIEW. Revista Internacional de Tecnología, Ciencia y Sociedad

TECHNO Review oferece um espaço para diálogo e publicação de teorias, análises e práticas inovadoras que ligam ciência, tecnologia, conhecimento e sociedade. Seu escopo é interdisciplinar: proporciona um ponto de encontro entre cientistas, tecnólogos e engenheiros preocupados com as ciências humanas e sociais, e filósofos, historiadores, sociólogos, cientistas políticos e economistas interessados no crescente impacto da ciência e da inovação tecnológica em diversas áreas da vida humana e na esfera social. A revista tem um processo de revisão anônima (double blind), e publica textos escritos em espanhol, português e inglês.

Indexação: ScopusREDIBDialnet

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Palestrantes plenários

Patricia Pol

David Le Breton – Universidade de Estrasburgo (França)

Um corpo a mais

David Le Breton é professor de sociologia na Universidade de Estrasburgo. Membro do Institut Universitaire de France e do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Estrasburgo (USIAS). Autor dos seguintes livros em espanhol: “Desaparecendo do if. Uma tentação contemporânea” (Siruela), “O corpo ferido. Identidades contemporâneas explodidas” (Topia), “Rostos. Ensaio de antropologia” (Carta ao vivo), “Comportamentos de risco, de os jogos de morte para os jogos de viver “(Topia),” O gosto do mundo. Uma antropologia dos sentidos “(Nova Visão),” A sociologia do corpo “(Nova Visão),” Paixões comuns. Antropologia dos emoções “(Nova Visão),” Antropologia do corpo e modernidade “(Nova Visão),” Caminhando “(Waldhuter),” A idade solitária. Adolescência e sofrimento “(LOM),” Adeus ao corpo. Uma teoria do corpo no extremo contemporâneo “(La Cifra) e de” Caminar, un eogio “(La Cifra). Ele também é o autor do livro em inglês “Sensing the world. An anthropology of the senses” (Bloomsbury).

Patricia Pol

Patricia Peck Pinheiro – PhD. CEO e sócia fundadora do Peck Advogados

Ética de dados e transparência de algoritmos de IA: riscos e regulamentações

Advogada especialista em Direito Digital, Propriedade Intelectual, Proteção de Dados e Cibersegurança. Graduada e Doutorada pela Universidade de São Paulo, PhD em Direito Internacional. Pesquisadora convidada do Instituto Max Planck de Hamburgo e Munique, e da Universidade de Columbia nos EUA. Professora convidada da Universidade de Coimbra em Portugal e da Universidade Central do Chile. Professora convidada de Cibersegurança da Escola de Inteligência do Exército Brasileiro. Conselheira titular nomeada para o Conselho Nacional de Proteção de Dados (CNPD). Presidente da Comissão Especial de Privacidade e Proteção de Dados da OAB-SP. Embaixadora Smart IP Latin America do Max Planck Munique para o Brasil. Advogada Mais Admirada em Propriedade Intelectual por 15 anos consecutivos desde 2007. Recebeu o prêmio Best Lawyers 2020/2021, Leaders League 2021/2020/2019, Compliance Digital pelo LEC em 2018, Security Leaders em 2012 e 2015, a Nata dos Profissionais de Segurança da Informação em 2006 e 2008, o prêmio Excelência Acadêmica – Melhor Docente da Faculdade FIT Impacta em 2009 e 2010. Condecorada com 5 medalhas militares, sendo a Medalha da Ordem do Mérito Ministério Público Militar em 2019, Ordem do Mérito da Justiça Militar em 2017, Medalha Ordem do Mérito Militar pelo Exército em 2012, a Medalha Tamandaré pela Marinha em 2011, a Medalha do Pacificador pelo Exército em 2009. Árbitra do Conselho Arbitral do Estado de São Paulo – CAESP. Autora/co-autora de 32 livros de Direito Digital. Presidente do Instituto iStart de Ética Digital. Programadora desde os 13 anos. Certificada em Privacy e Data Protection EXIN.